Ele era tão incrível quanto terrível. Quando estava com ele sentia entusiasmo, alegria. Mas, para ser honesta, sempre foi uma relação de altos e baixos. Às vezes, parecia bom demais para ser verdade e, momentos depois, facilmente percebia que era mesmo. Apesar de tudo continuei, continuei porque me preocupava. Preocupava-me muito com ele, em demasia até. Preocupava-me com a felicidade dele, mais do que com a minha. Queria protegê-lo, mais do que me protegia a mim própria.
Inevitavelmente acabou por me magoar. Inocentemente fiquei por perto, o meu afeto cresceu e fiquei de coração partido. Não o culpo. Estávamos dessincronizados desde o início. Ele tinha as merdas dele e eu tinha as minhas. Pediu desculpa. Talvez estivesse mesmo arrependido, mas o que verdadeiramente importava, era a forma como eu lidaria com as coisas daqui em diante.
Os homens voltam sempre, mesmo que a coisa não seja séria. Todos voltam. Todos eles voltam ao contacto. Mas isso não significa que tu devas ceder a aceita-lo de volta rapidamente.
Claro que no início vais ficar entusiasmada. Provavelmente começas logo a pensar no quanto sentes a sua falta. Ficar a remoer lembranças pode vai sugar-te a energia e deixar-te ansiosa pela sua atenção. E, de repente, já esqueceste a forma como te tratou no passado. A dor, a deceção.
Tu és a única que controlas e decides o que fazer. Não precisas de deixar que te magoe outra vez. Não precisas de argumentar. Algumas pessoas estão simplesmente destinadas a entrar e a sair das nossas vidas. Há uma lição em cada experiência. E em cada experiência, há momentos que nos moldam e nos transformam nas pessoas que somos.
Magoamos pessoas, todos nós magoamos pessoas. Não se trata de culpar ninguém, é inevitável que nos desapontemos uns aos outros, seja intencional ou não.
Deixa o passado permanecer no passado e segue em frente:
- Viaja para fora do país.
- Viva numa cidade nova.
- Curta com um estranho.
- Escreva coisas.
- Medite.
- Sorria às pessoas.
- Assista a uma aula de pintura.
- Dançe como uma louca frente ao espelho.
- Corra lá fora.
- Visite um museu.
- Desenhe alguma coisa.
- Crie uma receita original.
- Corra riscos.
- Segue a ti mesma.
Ele partiu-te o coração. A deceção tirou-te o fôlego. Sentiste-te sem esperança e sozinha. Culpaste-te e perguntaste-te se havia algo que pudesses ter feito de diferente.
Perdoa-o e segue em frente. E não deixes que te ele magoe outra vez.
Texto por Alyssa Lynn Malmquist, originalmente publicado no ThoughtCatalog, livremente traduzido e adaptado para este site.



