Ultimamente sinto-me bloqueada, horrivelmente perdida. Algumas vezes fico grata pela solidão, outras a solidão sufoca-me. Em dez meses a viver em LA, a minha vida amorosa inclui:  vários primeiros encontros; quase nenhuns segundos encontros; zero terceiros encontros! Admito que mais da metade do meu tempo aqui, foi investido em alguém incapaz de me amar de volta. Gostava de mim o suficiente para me foder regularmente, mas não o suficiente para namorar comigo.

Ah, romances modernos.

Coloco-me nesta situação, então aceito responsabilidade pelas minhas ações. Não sou vítima, mas isso não torna a situação mais agradável. Essa foi a dura realidade que tive que encarar.

No meu quase 999º relacionamento, as ações e as palavras dele diziam-me que queria mais, mas mesmo isso não é suficiente hoje. Não é. Aquilo que retirei da experiência foi o quão difícil é, para algumas pessoas, serem honestas. A honestidade poderia ter sido a nossa salvação para um monte de coisas menos boas, mas é difícil ser honesto. É mais fácil interpretar o papel de alguém que queres ser. É mais difícil mostrar a alguém o nosso verdadeiro eu, especialmente se não gostamos da pessoa em si.

E, hoje em dia, podemos interpretar o papel que quisermos. Podemos criar personagens fictícias nas redes sociais, que são virtualmente quem nós quisermos que sejam. Somos nós quem determina como queremos ser vistos e, para aqueles que são colados no mundo virtual, isso torna-se realidade. Em certa medida, acredito que é porque queremos que as coisas sejam fáceis e se encaixem perfeitamente. Num mundo digital, de extensas edições e filtros, somos levados a acreditar que as coisas são fáceis e que realmente encaixam perfeitamente.

Embora eu não queira perder o meu tempo, colocando todo o meu foco em encontrar um namorado, tenho que reconhecer que realmente quero alguém que me queira de volta. O suficiente para me foder e para namorar comigo. Por que é que hoje em dia é sempre ou um ou outro? A paixão por alguém nunca irá a lado nenhum, quer seja com monotonia ou com excessiva sofreguidão. Talvez eu almeje algo muito mais intenso do que a maioria das pessoas, mas não vou baixar esse padrão. Não vou acomodar-me.

Em situações como estas, a parte fácil é cortar com a pessoa. A parte difícil, é não deixar que volte.

É tão fácil ficarmos presas ao homem errado, quando não há um homem novo.

Sabias o que tinhas e sabes que acabou, mas, por mais que tentes, parece que não consegues encontrar nada igual. Então, acabas por comparar e relembrar.

Não é uma coisa má ter o coração partido. Olha para esse facto como sendo um presente.

Estar de coração partido obriga-te a recompores-te. E recompores-te revela a tua verdadeira força.

Tudo bem se ainda não encontraste nada muito próximo desse quase relacionamento. Eu sei que sentes falta do entusiasmo. Mas esse quase relacionamento era apenas isso, quase. Imagina esses sentimentos sem que a palavra “quase” exista. Isso está lá fora, e não estou a dizer que seja fácil. É realmente muito difícil, hoje ainda mais, porque a nossa geração tem um problema de comunicação. Estamos tão conectados à internet e aos nossos telemóveis, que estamos completamente desconectados uns dos outros.

O importante é permaneceres fiel a ti mesmo e ao que desejas. É um facto que, na realidade atual, seja mais difícil deixar alguém para trás. Podemos sempre ficar conectados nas redes sociais, certo?

Deixa o passado viver no passado.

Desliga-te daqueles que precisas de abandonar. Desconecta-te mais do mundo digital e conecta-te mais com o que está a acontecer à tua frente. Podes acabar por encontrar aquilo de que andas à procura.

E não importa o quão desesperada te sintas agora, lembra-te que é temporário.

Tu és capaz de mais. Vais voltar a amar.

Texto por Alyssa Lynn Malmquist, originalmente publicado no ThoughtCatalog, livremente traduzido e adaptado para este site.

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