Ejaculação
Precoce ou Prematura (fonte:
http://www.sexualidades.com) Em
que consiste? - Definição Consiste
na ejaculação após estimulação sexual mínima
ou quando o homem não consegue adiar a ejaculação o tempo
suficiente. Em casos extremos a ejaculação ocorre tão rápido
após a erecção que o homem não tem tempo de inserir
o penis na vagina. Noutros casos o homem pode adiar a ejaculação
por algum tempo mas não pelo tempo que gostaria. É
possível que seja a disfunção sexual mais comum nos homens,
talvez mesmo a primeira visto que muitos homens não procuram ajuda para
este problema. A ejaculação precoce ou prematura é especialmente
frequente entre homens jovens que têm uma excitabilidade muito fácil
e ainda não aprenderam a controlar a ejaculação. Existem
outros factores como a novidade da situação ou o parceiro sexual,
que podem produzir igualmente ejaculação precoce. Quando
é então possível dizer que a ejaculação precoce
ou prematura é uma disfunção? Normalmente, considera-se disfunção
se ocorrer antes de três minutos após a penetração.
Mas tempos de entre três a sete minutos podem ser considerados disfuncionais
se provocam preocupação com o controlo ejaculatório, se interferem
com a capacidade em estabelecer relações íntimas, ou se o
casal se considera insatisfeito com o grau de controlo ejaculatório. A
ejaculação precoce pode criar uma série de problemas psicológicos,
dada a importância que têm as capacidades de adiamento da ejaculação
e satisfação da parceira, na forma como vemos a qualidade da relação
sexual. Um homem que de forma repetida e constante tem ejaculações
precoces, pode começar a ficar ansioso em relação à
sua masculinidade e competência sexual. Esta disfunção pode
igualmente afectar a parceira que se sente frustrada visto também não
conseguir ter uma experiência sexual satisfatória, podendo acabar
por su rgirem problemas na relação.
Qual
é a causa? - Etiologia As
disfunções sexuais em geral podem dever-se a factores orgânicos,
a medicamentos ou drogas, e/ou factores psicológicos. No caso da ejaculação
precoce ou prematura temos: Factores
Orgânicos Na grande maioria dos
casos esta disfunção não tem uma causa orgânica, tanto
para a disfunção primária como para a secundária.
No entanto, os casos de disfunção secundária podem eventualmente
dever-se a uma infecção local como a prostatite, ou a doenças
neuronais degenerativas em que podem ser afectadas partes do sistema nervoso relacionadas
com esta função como no caso da esclerose múltipla.
Utilização
de Substâncias ou Drogas Esta disfunção
pode eventualmente ser atribuída à utilização de uma
substância, ou mais frequentemente à paragem ou abstinência
de opiáceo. Factores
Psicológicos Entre os factores
psicológicos que podem estar subjacentes às disfunções
psicossexuais, destacam-se para a ejaculação precoce ou prematura
os seguintes como mais prováveis: ansiedade em geral, ansiedade de desempenho
intensa, aprendizagem de estratégias comportamentais de controlo da ejaculação
não foi realizada. Em alguns homens que adquiriram o hábito
de consumir álcool para atrasar o orgasmo, a disfunção surge
quando deixam de o fazer, pois estes homens não aprenderam estratégias
comportamentais de controlo da ejaculação. Se tiver esta disfunção
é aconselhada a consulta de um especialista na área, que avalie
os factores que podem estar subjacentes ao seu problema. O
que é que eu posso fazer? - Terapia Em
termos práticos, e nos casos em que se suspe ita ser um problema relativamente
simples, pode tentar-se logo de início as seguintes recomendações,
não esquecendo que o problema deve-se principalmente à ansiedade:
1.
Utilizar preservativos grossos (ou dois sobrepostos a fim de diminuir a sensibilidade).
2. Aplicar na glande, no início da erecção,
cremes para diminuir a sensibilidade (que podem ser adquiridos nas lojas que vendem
artigos sexuais). 3. Provocar uma ejaculação uma hora antes
das relações sexuais.
Caso
estas indicações não tenham resultados positivos, mesmo após
terem sido tentadas em várias ocasiões, então será
recomendada uma intervenção distinta.
A
terapia aconselhada é específica para cada pessoa, isto é,
após a avaliação do caso são determinados qual o grau
de importância de cada um dos factores associados ao problema, com base
nisto é desenhada uma intervenção adequada às características
da pessoa e do problema em questão. Em
termos gerais várias intervenções são possíveis
para cada disfunção sexual, no caso específico da ejaculação
precoce destacam-se as seguintes, podendo ser recomendadas várias para
a mesma pessoa: 1.
Redução da ansiedade. 2.
Melhoria da Comunicação, pela sua importância no aparecimento
e/ou manutenção do problema. Para tal, é necessário
que se esclareçam quaisquer ideias ou crenças erradas sobre o sexo
e sobre a relação, que deixem de existir culpabilizações
sobre o problema e encontrar novas formas de comunicar positivamente. Mais
especificamente, passar a comunicar na forma de "eu" - "eu sinto-me
mal quando fazes isto" e não "tu fazes-me sentir mal quan do
fazes isto"; "eu gostaria de que me fizesses..." e não "porque
é que tu não fazes..." (sem estas melhorias todo o processo
pode ficar seriamente comprometido). Os elogios aos progressos dentro da relação
assim como os acordos em relação às actividades, horários,
locais, etc., não devem ser esquecidos. 3.
Aumento da experiência sensorial (foco sensorial), recurso a fantasias. -"Foco
sensorial" sem
contacto genital - fazer festas ao parceiro para prazer do próprio.
Estão proibidas quaisquer tentativas de contacto genital, cada sessão
tem duas partes uma para cada um dos parceiros. Pretende-se que haja uma descontracção
total entre ambos, sem nenhum tipo de ansiedade ou expectativa de desempenho.
A descoberta de novas sensações e o contacto físico deve
transformar-se no fim em sí próprio. -"Foco
sensorial" sem contacto genital - fazer
festas ao parceiro para o prazer de ambos. É muito parecida à anterior,
também tem 2 partes: começa um a acariciar da forma que gosta, seguindo-se
que na segunda parte é o outro que acaricia. Mas além disto, nesta
fase o parceiro que está a ser acariciado deve dar indicações
tanto do que não gosta como elogiar e fomentar as coisas que gosta, ou
por palavras, ou por sons, ou voltando a colocar a mão do parceiro no sítio
em que gostou, sem controlar a situação. -"Foco
sensorial" com contacto genital. Seguindo os mesmos princípios
básicos anteriores temos: .é permitido o contacto genital com
a mão e/ou boca; .as carícias não devem estar concentradas
apenas na região genital; .é positivo se se atingir o orgasmo,
mas não é obrigatório; .nenhum dos parceiros deve sentir-se
como espectador do outro, mas sim ser capaz de descontrair e sentir prazer; .estão
totalmente proibidas as relações sexuais.
-"Foco sensorial"
com contacto genital e carícias simultâneas.
Quando já se dominar a fase anterior e ambos os parceiros se sintam à
vontade, então pode-se começar esta fase em que é permitido
fazer carícias um ao outro ao mesmo tempo, dando e recebendo prazer.

-Fase
de contenção vaginal.
Quando a fase anterior for totalmente dominada e existir d escontracção,
sem nenhum tipo de ansiedade ou expectativa de desempenho, então esta fase
pode começar. O homem deve estar com uma erecção razoável,
pode ser inserido o pénis na vagina, sendo que a posição
mais adequada é a da "mulher por cima", pois nesta situação
a estimulação tanto peniana como vaginal não é muito
grande. Devem ser evitados os movimentos pélvicos. O objectivo é
uma habituação mútua do pénis à vagina e vice
versa. A mulher deve apertar e relaxar os músculos vaginais sobre o pénis
(poderá ou não senti-lo dentro de sí). Inicialmente a contenção
deve ser breve, mais ou menos 15 segundos, sendo que o tempo deverá ser
aumentado em cada sessão. -Fase de contenção
vaginal com movimentos. Devem realizar-se as carícias das fases
anteriores e respeitarem-se os princípios básicos, o objectivo é
dar e sentir prazer. Primeiro os movimentos deverão ser ligeiros e por
pouco tempo, embora se ambos estiverem a gostar podem prolongar o tempo em que
o fazem. Cada um pode dizer "pára" em qualquer altura da relação
sexual, e é bom que este direito seja treinado em ambos. É positivo
explorar e descobrir diversas posições, ser criativo.

4. Técnica do "para-recomeça"
ou "interrupção" (introduzida após a fase III do
foco sensorial), existe uma estimulação até ao ponto em que
é quase inevitável a ejaculação, para-se até
que a erecção começa a ser perdida, começando então
novamente a estimulação. A técnica é repetida várias
vezes antes de se permitir que a ejaculação ocorra. Quando já
se tem algum a confiança quanto à capacidade de retardar a ejaculação
através da estimulação manual, iniciam-se curtos períodos
de penetração vaginal com a mulher na posição superior,
podendo usar-se a "posição lateral" quando a anterior
estiver dominada. 
5.
Técnica de "squeeze" ou "compressão", recorre-se
a esta técnica quando a anterior se revela insuficiente, trata-se de impedir
a ejaculação comprimindo o pénis ao nível do freio
ou na base, durante 3 a 4 segundos. Esta técnica é algo dolorosa
e pode ser perigosa se usada incorrectamente, pois pode provocar o rompimento
dos vasos seminais, se a compressão não terminar caso a ejaculação
inicie. Por este motivo, desaconselha-se a utilização desta técnica
sem a recomendação, explicação e acompanhamento de
um profissional na área da sexualidade. Estas
indicações terapêuticas pretendem informar sobre as possíveis
soluções para o problema, qualquer aplicação técnica
deve ser feita unicamente por indicação de um profissional da área,
caso contrário a intervenção pode ter poucos ou nenhuns resultados
positivos.
Cancro
da Próstata (fonte: http://www.sexualidades.com) O
que é a próstata?
A próstata é um órgão
do aparelho sexual masculino. Sensivelmente do tamanho e da forma de uma castanha,
fica situada logo por debaixo da bexiga e encostada à parte terminal do
intestino grosso (recto). Envolve completamente a porção inicial
da uretra, que é o canal que transporta a urina desde a bexiga até
ao exterior. 
Dada
esta sua localização, é facilmente palpável através
do recto e, quando se encontra aumentada de volume ou inflamada, causa muitas
vezes dificuldade ao urinar por apertar a já citada uretra e/ou por causar
irritação na bexiga onde está encostada, como já vimos.
Com
a idade, a próstata tende a aumentar de volume, situação
que é mais frequente após os 50 anos de idade. Na maioria das situações
este facto não traz complicações de maior (ver HBP), mas
por vezes é necessário intervir. É por isso fundamental,
sobretudo nos homens com mais de 50 anos e naqueles em que existe uma história
familiar de cancro, fazer uma vigilância regular desta órgão.
Para
que serve a próstata?
A próstata tem um papel importante no acto
de urinar e também no acto sexual. Tem
uma função de controle do fluxo do jacto urinário durante
a micção, para além de fechar a saída da urina durante
a ejaculação e assim evitar que a urina se misture com o esperma.
A
próstata é uma glândula que produz cerca de um terço
do líquido que sai na ejaculação. Esse líquido, que
dá o aspecto esbranquiçado ao esperma, serve como veículo
e nutriente para auxiliar os espermatozóides na sua progressão.
Cancro
da Próstata É
o cancro mais comum nos homens nos países desenvolvidos. É mais
frequente nos homens acima dos 55/60 anos de idade. As células cancerosas
começam por aparecer no interior da próstata e não se espalham
de imediato graças à existência de uma cápsula que
envolve aquele órgão. Caso a situação evolua, as células
cancerosas podem espalhar-se pelo resto do organismo (metástases), principalmente
para os ossos e pulmões, embora possam chegar a outros locais.
Sintomas:
Os mais frequentes, embora não signifiquem necessariamente
existência de cancro, são:
- Aumento de frequência do acto de urinar (principalmente
durante a noite por irritação da bexiga). - Dificuldade ou
mesmo impossibilidade em urinar (devido ao "aperto" da uretra pela próstata).
- Dificuldade em iniciar ou suspender o acto de urinar. - Jacto urinário
com pouca força ou mesmo com interrupções. - Dor ou
ardor ao urinar. - Dor ao ejacular. - Sangue na urina ou no esperma.
Como
dissemos, a existência destes sintomas não quer dizer que se esteja
obrigatoriamente na presença de um cancro da próstata e, felizmente,
na maioria das vezes apenas estão em causa situações mais
benignas. No entanto, é sempre indicado ser observado por um médico
se um destes sintomas aparecerem e/ou persistirem, sobretudo num homem com mais
de 50 anos. Também é bom saber que por vezes esta doença
pode aparecer em homens mais novos, embora com mais raridade. Como
detectar atempadamente o cancro da próstata?
O cancro da próstata cresce muito lentamente
e frequentemente sem sintomas até chegar a uma fase avançada em
que muitas vezes se torna difícil o tratamento. É por isso que se
tem procurado desenvolver a prevenção neste campo. Hoje em dia é
cada vez mais frequente detectarem-se cancros da próstata numa fase muito
inicial, o que tem permitido resolver e curar situações que de outro
modo poderiam evoluir de forma dramática. Para isso utilizam-se fundamentalmente
quatro tipos de exames: Toque
rectal:
O médico introduz um dedo no recto
do indivíduo a examinar para, através da palpação
da face anterior desta parte do intestino, onde está encostada a próstata,
poder detectar se existem nódulos, rugosidades ou outras alterações
da consistência e sensibilidade que podem indiciar haver lesão prostática.
PSA
(Prostate Specific Antigen): É
uma análise feita ao sangue em que se vai pesquisar a existência
desta substância, uma proteína só produzida pela próstata.
Normalmente, a sua dosagem não deve exceder os 4,0 nanogramas por mililitro.
O cancro da próstata e também outras situações como
o adenoma da próstata (ver HBP) fazem normalmente subir estes valores,
pelo que o seu aumento deve levar o médico a fazer uma pesquisa mais avançada
da situação. Este exame, embora não tenha uma especificidade
absoluta, tem sido nos últimos anos um precioso auxiliar na detecção
desta doença. Ecografia
prostática:
Trata-se de um exame feito através de ultra
sons que nos vai permitir observar a forma e textura da próstata, bem como
se existe ou não integridade da sua cápsula e massas anormais no
seu interior. Idealmente deve ser feita por via trans-rectal, mediante a introdução
de uma pequena sonda no recto do paciente. No caso de se verificarem existir
aspectos suspeitos, o passo seguinte é normalmente a execução
de uma biópsia prostática. Biópsia
prostática:
É um exame feito em meio hospitalar em que,
com o auxílio de uma agulha especial, se vai fazer a recolha de uma pequena
amostra de tecido da zona suspeita de ter uma lesão cancerosa. Normalmente
a agulha é guiada pela utilização simultânea de um
aparelho de ecografia. Essa amostra é depois analisada num laboratór
io de anatomopatologia que irá definir o diagnóstico final.
Tratamento
do cancro da próstata
Conforme a idade do doente, a evolução
da doença e a situação clínica geral do paciente,
assim se devem considerar vários tipos de tratamento, muitas vezes associados
entre si. Cabe à equipa médica, obviamente, decidir a estratégia
mais adequada para tratar esta doença em cada caso particular. Como dissemos,
quanto mais cedo for detectado o cancro, maior é a probabilidade de sucesso
e de cura. Hoje em dia, graças à vigilância e detecção
precoce bem como aos progressos terapêuticos e cirúrgicos que se
têm verificado, uma cada vez maior percentagem de casos ficam totalmente
curados. Fundamentalmente,
utilizam-se quatro métodos de terapêutica:
- Cirurgia, em que se faz a remoção do cancro.
- Radioterapia, em que se sujeitam as células cancerosas a uma radiação
intensa e dirigida a fim de as destruir. - Crioterapia, em que se provoca
o congelamento da próstata para a destruir e provocar a sua saída
pelas vias naturais. - Tratamento hormonal, em que o doente toma uma combinação
de hormonas destinadas a parar o crescimento das células cancerosas.
Todos
estes tratamentos têm riscos inerentes que devem ser ponderados pelo médico
e discutidos com o doente.
Hipertrofia
Benigna da Próstata (HBP)
Felizmente, na maioria das situações,
o aumento de volume da próstata não se deve a uma situação
grave e maligna como é o caso do cancro da próstata, mas sim a outra
doença muito mais frequente e benigna, conhecida por adenoma ou Hipertrofia
Benigna da Próstata (HBP). À
medida que o homem envelhece, principalmente a partir dos 40 anos e com maior
frequência quanto mais avançada a idade, existe uma tendência
normal para o progressivo aumento de volume desta glândula. Muitas vezes
a situação evolui sem sintomas, mas por vezes podem aparecer. Mais
de metade dos homens com 60 anos e cerca de 90% dos que têm cerca de 80
ou mais, apresentam alguns sintomas de HBP. O
aumento de volume desta glândula, dada a sua localização (fig.1)
em que envolve a uretra e se encosta à bexiga, provoca um aperto progressivo
do canal por onde passa a urina, causando assim uma dificuldade em urinar que
pode ir até à obstrução total. Essa retenção
crónica provoca um engrossamento das paredes da bexiga que se torna inflamada
e sensível à irritação provocada pela urina no seu
interior, levando a que se contraia e provoque necessidade de urinar mesmo quando
existe pouca quantidade de urina no seu interior. É por isso que aumenta
a frequência das micções (acto de urinar), sobretudo durante
a noite. Sintomas
mais frequentes
- Jacto urinário com pouca força ou mesmo
com interrupções. - Dificuldade em iniciar o acto de urinar
(urinas "presas"). - Urgência imediata em urinar com dificuldade
em se conter. - Urinar mais frequentemente, sobretudo durante a noite. O
tamanho da próstata nem sempre está em relação com
a gravidade ou intensidade dos sintomas. Existem homens com próstatas muito
aumentadas e poucos sintomas, sendo a situação inversa também
verdadeira. Evolução
da doença Uma
HBP severa e não tratada pode ter sérias consequências: não
só pode dificultar a cura ou controle da situação, como pode
lesar seriamente a bexiga, os rins, provocar cálculos renais e incontinência
urinária (incapacidade de reter as urinas).
Diagnóstico
da HBP Como
no cancro da próstata, com o qual é necessário muitas vezes
fazer um diagnóstico diferencial.
Tratamento
da HBP E
m primeiro lugar, e dado o risco de poder haver em jogo um cancro da próstata,
é sempre de boa norma fazer um controle regular. Nas situações
em que não se verifique existir risco para o doente e em que não
haja mal estar, não é necessário fazer medicação
específica. Quando
a situação se complica, utilizam-se muitas vezes antibióticos
para combater infecções da bexiga que tendem a aparecer com bastante
frequência nestes casos. Havendo sintomas de aumento de volume causando
aperto ou dificuldades na função urinária, utilizam-se hoje
em dia vários medicamentos destinados a fazer reduzir o volume da próstata,
relaxar a musculatura da bexiga e também a diminuir a sintomatologia irritativa.
Nos
casos em que o tratamento médico não consegue resolver a situação,
recorre-se então à cirurgia na qual se utilizam vários métodos
de abordagem e excisão total ou parcial da próstata.
A
Disfunção Eréctil (fonte: http://www.vivebem.com) A
Disfunção Eréctil (DE) é um problema sério
que afecta mais de 150 milhões de homens em todo o mundo. No entanto, muitos
homens não sabem que a Disfunção Eréctil pode e deve
ser tratada. Foi
lançado recentemente um novo tratamento oral, clinicamente testado e aprovado
para o tratamento da Impotência Sexual que o ajudará a retomar naturalmente
a sua vida sexual. Este
novo tratamento oferece uma ampla janela de oportunidade, que lhe permite escolher
livremente os melhores momentos para a relação sexual com a sua
companheira, com maior naturalidade e sem restrições de tempo. Converse
com o seu médico sobre seu estado de saúde. Se sentir dores no peito
ou outros sintomas relacionados com problemas cardíacos durante a actividade
sexual, procure imediatamente o seu médico. Se estiver a tomar medicamentos
com nitratos, normalmente prescritos para quem sofre de problemas cardíacos,
não deve tomar qualquer medicamento para o tratamento da Impotência
Sexual. A interacção destes dois medicamentos pode provocar uma
quebra da tensão arterial. Sobre
a Disfunção Eréctil Uma
Doença Comum
A Disfunção Eréctil é definida
como a incapacidade de obter e/ou manter uma erecção adequada para
uma relação sexual satisfatória, sendo a doença sexual
masculina mais comum. Muito
embora os factores psicológicos possam desempenhar um papel importante
na actividade sexual e no desejo, a grande maioria dos problemas de Impotência
Sexual têm origem física. Responda ao questionário de auto-avaliação,
ele pode ajudá-lo a identificar possíveis problemas. Sempre que
possível, converse com seu médico assistente sobre os seus problemas.
Embora os termos Disfunção Eréctil e Impotência possam
ser utilizados indiferentemente, o termo Disfunção Eréctil
é considerado pelos médicos como o mais correcto. De
que forma a Disfunção Eréctil afecta os homens?
O grau de Disfunção Eréctil pode variar
entre muito baixo a muito elevado (perda completa da erecção). Os
homens com Disfunção Eréctil podem manifestar sentimentos
de baixa auto-estima, ansiedade quanto ao seu desempenho, depressão, stress,
culpa, dificuldades de relacionamento com a família, com os amigos e Na
sua actividade profissional. A
Disfunção Eréctil também pode afectar a sua companheira.
A Disfunção Eréctil pode prejudicar
o seu relacionamento. A Disfunção Eréctil pode afectar a
auto-estima do homem, mas também a da sua companheira, a relação
entre ambos e como se vêem um ao outro. Converse
com o seu médico Para diagnosticar
e tratar com eficácia a Impotência Sexual é necessário
a conjunção do exame físico com a sua história médica
e sexual. Converse com seu médico sobre o diagnóstico e as opções
de tratamento mais adequadas para o seu caso. Deve consultar sempre o seu médico,
antes de tomar qualquer medicamento para o tratamento da Impotência Sexual. O
que é a Disfunção Eréctil A
Organização Mundial de Saúde definiu a Disfunção
Eréctil como a "incapacidade de um homem obter e/ou manter uma erecção
suficiente para obter um desempenho sexual satisfatório." (Fonte:
NIH Consensus Statement, JAMA, 1993). As alterações sexuais são
frequentes, podem ser progressivas, mas podem ser tratadas com êxito. As
informações aqui contidas, juntamente com o Programa de Aprendizagem
Interactiva, vão ajudá-lo a compreender a Impotência Sexual
e as suas causas. A
Disfunção Eréctil afecta cerca de 150 milhões de homens
em todo o mundo 2 (Fonte: Decision Resources, 1999) e cerca de 500 mil homens
em Portugal (Fonte: Sociedade Portuguesa de Andrologia, 2004) Mais de 50%
dos homens na faixa etária entre os 40 e os 70 anos têm probabilidade
de sofrer de Disfunção Eréctil.3 (Fonte: Massachusetts Male
Aging Study (MMAS), 1994) Se
for incapaz de obter uma erecção em resposta a um estímulo
sexual e/ou perdê-la antes da ejaculação, está com
um problema de Impotência Sexual. Se essa situação acontecer
uma vez, ou durante um certo período de tempo, devido, por exemplo, a situações
de excesso de trabalho, stress, cansaço ou sob influência de álcool,
deve consultar o seu médico. A maioria dos especialistas concorda, que
para diagnosticar um caso de Impotência Sexual é preciso que as dificuldades
de erecção se tornem frequentes e persistentes. Se
tem dificuldades em atingir ou manter a erecção, consulte o seu
médico. Ele vai avaliar sua situação e aconselhá-lo
sobre as opções de tratamento. O
Programa de Aprendizagem Interactiva é um método simples de aprendizagem
a sobre as questões essências de Impotência Sexual. Após
terminar o teste deverá estar apto a: 1.
Definir a Disfunção Eréctil. 2.
Descrever as causas mais comuns da Disfunção Eréctil.
Auto
Avaliação da F. Eréctil Não
há nada melhor do que uma conversa com o seu médico. Este questionário
de auto-avaliação pode ajudá-lo a identificar os problemas
de Disfunção Eréctil e a iniciar a conversa. Os resultados
obtidos vão ajudar o seu médico a perceber o seu estado de saúde
e como se sente em relação a essa situação. Este
questionário não foi concebido para substituir o exame físico,
a história médica, os factores culturais, educacionais e económicos
específicos que influenciam a vida de cada um de nós. Este questionário
foi concebido para identificar os problemas de Disfunção Eréctil. Escala
do Impacto da Dificuldade de Erecção Escolha
o número que melhor descreve a sua situação. Como
se sentiria, caso tivesse de manter a sua actual capacidade de erecção
para o resto da sua vida? Muito
Baixo ..........................................................................
1 Baixo ...................................................................................
2 Moderado ............................................................................
3 Elevado ...............................................................................
4 Muito Elevado ......................................................................
5 Resposta:
_______ Escala
da Intensidade da Dificuldade de Erecção Cada
uma das perguntas têm várias respostas possíveis, numeradas
de 1 a 5. Escolha a que melhor se identifica com a sua situação.
Deve escolher apenas uma resposta. No final, some a sua pontuação
total. Por
favor, certifique-se que seleccionou somente uma resposta para cada pergunta. Quase
nunca ou nunca ...............................................................
1 Algumas vezes (Muito menos que metade das vezes)
.............. 2 Várias vezes (Cerca de metade
das vezes) .............................. 3 A
maioria das vezes (Muito mais do que metade das vezes) ...... 4 Quase
sempre ou sempre ...........................................................
5 1.
Com que frequência é capaz de atingir uma erecção durante
a actividade sexual, em resposta a um estímulo sexual? Resposta:
_______ 2.
Quando tem erecções, em resposta a um estímulo sexual, quantas
vezes é que essa erecção foi suficientemente firme para a
penetração? Resposta:
_______ 3.
Durante as relações sexuais com que frequência conseguiu atingir
a penetração? Resposta:
_______ 4.
Durante as relações sexuais quantas vezes é que conseguiu
manter a erecção após a penetração? Resposta:
_______ Use
esta escala para responder à próxima pergunta. Extremamente
Difícil ..............................................
1 Muito Difícil ............................................................
2 Difícil .....................................................................
3 Ligeiramente Difícil ................................................
4 Não foi Difícil .........................................................
5 5.
Durante a relação sexual, foi difícil manter a erecção
até ao final da actividade sexual? Resposta:
_______ Instruções
para obter a pontuação: Some as pontuações de
cada resposta (total de pontuação possível = 25). Classificação
da Gravidade da Dificuldade de Erecção: Total da Pontuação:
5 a 10 — Grave 11 a 15 — Moderado 16 a 20 — Leve
21 a 25 — Normal NOTA:
As questões devem ser respondidas por homens que tenham sido sexualmente
activos e tenham tentado manter uma relação sexual, durante os últimos
três meses.. Para os homens sexualmente inactivos, o questionário
pode ser respondido tendo por base o último período de tempo (3
meses ou por um período mais longo) durante o qual foi sexualmente activo. Fonte:
1st International Consultation on Erectile Dysfunction” July 1-3, 1999,
Paris As
causas As
várias origens possíveis da Disfunção Eréctil
A
Disfunção Eréctil pode ter origem em factores físicos
(orgânicos) ou em factores psicológicos. Em muitos casos, ambos os
factores estão presentes. Seguem-se alguns dos factores de risco e origens
possíveis da Impotência Sexual. Factores
de Risco / Origem da Impotência Sexual Causas
Físicas Doença
Vascular: A arteriosclerose
(endurecimento das artérias), problemas cardíacos, derrame cerebral,
hipertensão (pressão arterial elevada) e colesterol elevado, são
factores que afectam a entrada e a saída do fluxo de sangue para o pénis.
A doença vascular é, em geral, a causa física mais comum
da Disfunção Eréctil. Diabetes:
Esta doença pode causar a lesão dos nervos (neuropatia) e dos vasos
sanguíneos (arteriosclerose) que levam o fluxo sanguíneo ao pénis.
Dois em cada três homens com diabetes podem ter Disfunção
Eréctil. Doenças
Nervosas: Os problemas
neurológicos incluem a lesão da medula espinal, esclerose múltipla
e degeneração dos nervos, decorrente da diabetes ou do alcoolismo. Problemas
Hormonais: Níveis
reduzidos de hormonas podem causar Impotência Sexual. Cirurgia:
Intervenções cirúrgicas do intestino grosso, do recto ou
da próstata e situações de radioterapia na área pélvica
podem lesionar os nervos e os vasos sanguíneos, e causar problemas de Impotência
Sexual. Doenças
Crónicas: Caso
lhe tenha sido diagnosticado uma doença crónica, pergunte ao seu
médico se essa situação pode afectar a sua saúde sexual. Efeitos
Secundários dos Medicamentos:
Existe uma vasta gama de medicamentos que podem originar problemas de Disfunção
Eréctil. Se estiver a ser medicado, e tiver problemas de erecção,
pergunte ao seu médico sobre os possíveis efeitos secundários
da medicação e quais as possíveis alternativas e soluções. Factores
Relacionados com o Estilo de Vida Álcool:
O consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode reduzir imediatamente a
capacidade de manter uma erecção satisfatória. A longo-prazo,
o consumo excessivo de bebidas alcoólicas pode causar lesões do
fígado e dos nervos e desequilíbrios hormonais. Estilo
de Vida Sedentário:
A ausência de exercício físico pode levar à Impotência
Sexual. Tabaco:
Os fumadores têm uma maior probabilidade de vir a ter problemas de Impotência
Sexual, do que os não fumadores, de acordo com estudos médicos efectuados. Origem
Psicológica As
causas psicológicas podem ocorrer isoladas ou em conjunto com uma ou mais
causas físicas. Ansiedade:
Quando um homem é muito ansioso em relação ao seu desempenho
sexual, a capacidade sexual pode ser afectada. Stress:
Situações de stress também podem afectar o desempenho sexual. Depressão:
Homens com Disfunção
Eréctil podem apresentar sintomas de depressão. Homens com depressão,
também podem apresentar problemas de erecção. Problemas
de relacionamento:
Problemas de relacionamento sexual com a companheira, familiares, ou com aspectos
financeiros, podem afectar negativamente o desempenho sexual. Formas
de Tratamento Antes
dos Medicamentos Antes
de começar a usar qualquer medicamento ou outros tratamentos para a Disfunção
Eréctil, o seu médico poderá recomendar mudanças ao
nível do estilo de vida que podem implicar: Actividade
física; Dieta alimentar para ajudar na redução dos níveis
de gordura no sangue (triglicérides e colesterol); Parar de fumar;
Reduzir o consumo de álcool; Controlar os níveis de stress e
fadiga.
Outros factores, como a deficiência hormonal (testosterona) e a toma de
medicamentos que podem causar dificuldades de erecção, também
podem ser resolvidos pelo seu médico. Decidir
qual o melhor tratamento para o tratamento da Disfunção Eréctil A
escolha do tratamento para a Impotência Sexual é uma decisão
pessoal, que depende das suas preferências e da sua companheira. Informe-se
sobre os vários tratamentos disponíveis. Seguem-se algumas qestões
sobre os tratamentos disponíveis que podem ajudá-lo a tomar uma
decisão. O
tratamento é eficaz e seguro? O que pensa a minha companheira em relação
ao tratamento? O seu uso é vantajoso e confortável? O tratamento
é adequado ao meu estilo de vida? Quanto custa o tratamento? As
opções de tratamento Medicamentos
Orais: Os inibidores
da fosfodiesterase 5 (PDE5) são uma classe de medicamentos orais. Apresentam-se
como terapêuticas de primeira linha e uma possibilidade relativamente nova
para o tratamento da Impotência Sexual. Aconselhamento
Sexual / Terapia Sexual:
Consultas com um psicólogo ou psiquiatra podem ajudá-lo a identificar,
a compreender e a lidar com os problemas sexuais, bem como aprender a controlar
as situações de stress durante o acto sexual, a aumentar os estímulos
e focar a atenção no prazer e na intimidade do casal. Autoinjecção
Peniana: Medicamento
que ao ser injectado pelo doente na parte lateral do pénis, antes da actividade
sexual, vai aumentar o fluxo sanguíneo no pénis e permitir a erecção. Terapia
Intra-uretral: Cápsula
de um medicamento que ao ser inserida na uretra aumenta o fluxo sanguíneo. Dispositivo
de Vácuo: Ao
colocar um anel de borracha na base do pénis, a pressão efectuada
aumenta a quantidade de sangue e ao retê-lo permite a erecção. Prótese
Peniana: A colocação
de prótese peniana é sugerida ao doente quando nenhum dos outros
tratamentos foi bem sucedido. A prótese peniana é um dispositivo
inserido no pénis através de cirurgia. Fale
com o seu médico É
compreensível que se sinta desconfortável em abordar os seus problemas
sexuais com seu médico. Mas é importante que consiga superar essa
dificuldade. Falar sobre o assunto, assumir o seu problema, é o ponto de
partida para melhorar a sua saúde e reiniciar o contacto íntimo
com a sua companheira. Esta
secção do site vai ajudá-lo a iniciar a conversa sobre Disfunção
Eréctil com o seu médico a saber quais as questões importantes
e compreender o que esperar. Não
abdique dos seus direitos. Procure ajuda médica para resolver os seus problemas
de Disfunção Eréctil. Não há razão para
que você e a sua companheira sofram os efeitos da Disfunção
Eréctil em segredo. A Disfunção Eréctil é uma
doença para a qual os médicos já têm solução. O
seu médico de família deve ser o primeiro profissional de saúde
a quem deve falar sobre os seus sintomas. Caso seja necessário, ele pode
encaminhá-lo para um urologista ou outro especialista. É
importante falar sobre este assunto com o seu médico, porque os sintomas
de Disfunção Eréctil podem ter origem em problemas sérios,
como a diabetes ou a doença cardiovascular não diagnosticada. A
Disfunção Eréctil é, geralmente, considerada um problema
não só do doente, mas do casal. A sua companheira pode acompanhá-lo
na sua consulta. Iniciar
a Conversa Sexo
é normalmente um assunto sensível para a maioria das pessoas, e
é compreensível que se sinta menos confortável em falar com
o seu médico. Mas, para que seja possível resolver os seus problemas,
deve conversar com seu médico e colocar as questões importantes.
Os pontos abaixo referidos vão ajudá-lo a compreender como falar
sobre Impotência Sexual com um profissional de saúde. Os
dois pontos abaixo referidos podem ajudá-lo a falar de Disfunção
Eréctil sem constrangimentos. A
Disfunção Eréctil é comum. Milhões de homens
em todo o mundo sofrem de Disfunção Eréctil. A Disfunção
Eréctil é tratável. Cerca de 95% dos casos de Disfunção
Eréctil podem ser tratados.(1) É
importante saber que mais de 70% dos casos de Impotência Sexual não
são diagnosticadas, e somente 10% dos homens com Impotência Sexual
procuram formas de tratamento. Não permita que o seu problema progrida
sem ser diagnosticado e tratado. Os
módulos interactivos de preparação são uma maneira
fácil e envolvente de aprender sobre este novo tratamento para a Disfunção
Eréctil. Após
terminar o Programa de Aprendizagem, deverá ser capaz de: 1.
Descrever as melhores maneiras de conversar com um profissional de saúde
sobre a Impotência Sexual. 2. Descrever
as questões importantes para conversar sobre Impotência Sexual com
um profissional de saúde. (1)
American Medical Association, the AMA Health Insight page. Understanding erectile
dysfunction. American Medical Association web site. Questões
Importantes Esclareça-se
sobre a melhor forma de determinar se a nova opção de tratamento
é a mais adequada falando com o seu médico assistente (ou outro
profissional de saúde) que fará uma avaliação correcta
do grau de Disfunção Eréctil. No caso de não se sentir
seguro sobre quais as questões a colocar ao seu médico, sugerimos
algumas: 1.
É adequado tratar a Disfunção Eréctil na minha idade?
2. A actividade sexual pode representar algum
risco para a minha saúde? 3. Que exames
devo fazer para avaliar o grau da minha Impotência Sexual? 4.
Que opções de tratamento estão disponíveis? 5.
Qual a eficácia das várias opções de tratamento?
6. Quais são os potenciais efeitos secundários
das várias opções de tratamento? 7.
Posso tomar o meu medicamento para a Impotência Sexual com alimentos e bebidas
alcoólicas? 8. Com que frequência
posso usar o medicamento? 9. O medicamento para
o tratamento para o tratamento da Impotência Sexual pode interagir com outros
medicamentos que esteja a tomar em simultâneo, ou que venha a tomar no futuro?
10. Que cuidados devo ter quando utilizar o
medicamento para o tratamentos da Disfunção Eréctil?
11. Se a minha companheira também apresentar
problemas sexuais, o que devo (devemos) fazer? 12.
Qual o tempo de actuação do medicamento para a Disfunção
Eréctil? Também
deve falar com o seu médico: Se
já teve algum problema cardíaco como angina, dores no peito, insuficiência
cardíaca, frequência cardíaca irregular ou ataque cardíaco,
especialmente, nos últimos 90 dias. Se já teve um derrame cerebral.
Se teve ou tem pressão arterial alta (hipertensão), ou pressão
arterial baixa (hipotensão). Se teve ou tem um problema grave nos
rins. Se teve ou tem um problema grave no fígado. Se o seu pénis
apresenta alguma deformidade, doença de Peyronie, ou se já teve
uma erecção prolongada (com duração superior a 4 horas).
Conte ao seu médico sobre todos e quaisquer medicamentos, prescritos
ou não, que esteja a tomar. Como acontece com a maioria das outras prescrições
médicas, podem ocorrer possíveis interacções entre
os medicamentos. Pode
ainda perguntar ao seu médico: 1.
A minha Disfunção Eréctil pode ter origem em que factores?
2. Alguns dos meus medicamentos podem estar
na origem deste problema ou estar a agravá-lo? 3.
Se esse for o caso, a minha medicação (ou as dosagens) pode ser
alterada com segurança? 4. O stress ou
outros problemas psicológicos podem contribuir para as minhas dificuldades
sexuais? 5. Devo procurar um orientador, um
terapeuta sexual ou um psiquiatra? 6. Algum
dos tratamento para a Disfunção Eréctil pode resolver o meu
problema? 7. Se puder agir, de que forma posso
tomá-lo com segurança e a que efeitos colaterais devo ficar atento?
8. Que alterações posso esperar?
9. O meu caso pode ser resolvido com uma intervenção
cirúrgica? Se me for aconselhada uma cirurgia, quais os procedimentos e
os efeitos negativos? 10. Os dispositivos a
vácuo ou implantes penianos podem ajudar-me? Quais são as vantagens
e as contra-indicações destas opções? Imprima
estas perguntas e leve-as ao seu médico. O
que esperar Diagnosticar
a Disfunção Eréctil Quando
decidir procurar a ajuda do seu médico para tratar o problema de Disfunção
Eréctil é importante que saiba a importância de fazer um diagnóstico
completo e cuidadoso, para encontrar a causa do problema e determinar a melhor
forma de tratamento para o seu caso. Peça à sua companheira para
o acompanhar à consulta. A
avaliação inicial da sua situação clínica pode
incluir a história médica completa, exames físicos e laboratoriais. História
Clínica Vários
aspectos, como os que se seguem, podem ser abordados durante a consulta: Estilo
de vida; Factores de stress; O relacionamento com a sua companheira;
Medicamentos que toma actualmente e que tomou no passado; Hábitos
pessoais (tabagismo, consumo de álcool ou drogas); A história
sexual e o seu actual desempenho; Quaisquer enfermidades ou problemas de saúde
que tenha tido; Intervenções cirúrgicas ou lesões
na pelve (bacia) Exames
Físicos O
médico vai proceder a um exame físico completo, incluindo o exame
dos genitais. Exames
Laboratoriais Análises
clínicas ao sangue para determinação dos níveis de
testosterona, colesterol, açúcar, entre outros. A
análise ao sangue permite detectar: Níveis
baixos de testosterona (hormona masculino) Níveis elevados de glicose
(açúcar) no sangue. Pode ser um sinal da diabetes Níveis
elevados de colesterol e de outras substâncias gordurosas A
necessidade de uma próxima consulta Após
finalizar o historial médico e realizar os exame físicos e laboratoriais
deve acatar as recomendações médicas, que podem incluir outros
exames mais específicos ou a indicação de um outro especialista. Reiniciar
a Vida Sexual O
Dr. Shabsigh sugere algumas ideias para "reacender a chama". Reiniciar
a sua Vida Sexual por Dr. Ridwan Shabsigh, M.D. Assim
que encontrar um tratamento eficaz para o tratamento da sua Disfunção
Eréctil (pode ser necessário mais do que uma tentativa), estará
pronto para redescobrir a sua sexualidade. Tendo
em consideração a minha experiência profissional, posso afirmar
que muitos casais não têm uma relação sexual satisfatória
decorrente da Disfunção Sexual que afecta o homem há vários
anos. Um
relacionamento sexual bem sucedido e com prazer após muitos anos de interrupção
pode demorar algum tempo a normalizar. É um pouco parecido como jogar ténis
ou tocar piano, nunca se esquece como fazer, apenas alguma insegurança
na primeira vez. Reconquistar
o Romance Pense
no início do seu romance, altura em que a ternura e o toque preenchiam
o seu relacionamento. Reacenda a paixão começando pelas carícias,
beijos e abraços carinhosos, sem que seja necessário haver uma razão
especial. O
próximo passo Quando
se sentirem à vontade, iniciem os toques mais eróticos, tomem banho
juntos, ofereçam uma massagem. Retomem a alegria e o prazer do toque. Gradualmente,
recomecem as carícias. Sintam-se confortáveis e mostrem afeição
por estarem apaixonados. Estes hábitos ajudarão a reconquistar o
prazer da relação sexual. Não
há progressos? Se
após o seu empenho sentir que não conseguiu recuperar a paixão
e progredir na relação sexual, fale com o seu médico. Ele
poderá ter outras sugestões ou, indicar um terapeuta sexual. Se
já chegou até aqui, não se esqueça que é possível
ter uma vida sexual bem sucedida. Não desista de conquistar o seu objectivo
final: uma relação sexual saudável! O
que esperar Após
a reconquista do romance e das carícias é importante estar consciente
das expectativas do casal. Após um longo período sem relações
sexuais, os resultados do tratamento pode surpreendê-lo a si e à
sua companheira. Especialmente para a mulher que pode estar em idade de pós-menopausa
e apresentar falta de lubrificação vaginal. Para que a relação
sexual não seja dolorosa podem usar um lubrificante ou, marcar uma consulta
no ginecologista para avaliar o problema. Manter
a espontaneidade no romance Para
alguns dos meus doentes, a perda da espontaneidade é o aspecto mais difícil
de aceitar após a Disfunção Eréctil. Converse
com seu médico, explique-lhe a necessidade da espontaneidade na sua relação
sexual para que este possa seleccionar o tratamento adequado. Se o tratamento
actual, não corresponder às sua necessidades e da sua companheira,
converse com o médico sobre a possibilidade de outro tratamento. Há
medicamentos recentes que apresentam soluções diferentes. Estes
tratamentos podem proporcionar uma janela de oportunidade e eficácia mais
ampla, permitindo desta forma ao casal maior liberdade e espontaneidade na relação
sexual. Procure o tratamento que melhor satisfaz as suas necessidades. Dúvidas
Qual
é a diferença entre Impotência e Disfunção Eréctil?
Embora
os termos Disfunção Eréctil e Impotência possam ser
utilizados indistintamente, o termo Disfunção Eréctil é
considerado pelos especialistas o mais correcto. O
tabaco contribui para a Disfunção Eréctil? Sim.
O tabaco é um factor que contribui para o elevado número de casos
de Disfunção Eréctil porque a nicotina interfere nos processos
normais do fluxo sanguíneo. Quais
são os tratamentos mais comuns para a Disfunção Eréctil?
Os
tratamentos variam. Os medicamentos orais, a injecção peniana, os
aparelhos de vácuo e as próteses penianas podem tratar a Disfunção
Eréctil de origem física. O aconselhamento sexual do homem ou do
casal ajuda a melhorar a Disfunção Eréctil de origem psicológica.
Questões
sobre transmissão da SIDA por via oral (fonte: Coordenação
Nacional para a VIH/Sida) 1.
A transmissão do VIH por via oral foi alguma vez relatada?
Existe evidência que resulta
da confirmação por recentes estudos de casos individuais, que o
VIH se transmite por sexo oral. Potencialmente, a forma mais arriscada de sexo
oral para uma pessoa não infectada é o felácio receptivo
com ejaculação para a boca devido à exposição
a maior quantidade de VIH do esperma da pessoa infectada. 2.
No que toca à transmissão do VIH, o sexo oral é a forma mais
segura de sexo não protegido com penetração?
A evidência demonstra que o sexo oral é menos perigoso que o sexo
desprotegido anal e vaginal. Está bem estabelecido que o sexo anal desprotegido
é a forma de sexo desprotegido mais perigosa. O risco associado ao sexo
oral, anal e vaginal pode ser aumentado (ex. inflamações, úlceras
na boca, vagina, pénis ou recto). O sexo oral é comum entre heterossexuais
e homossexuais. Apesar do sexo oral desprotegido poder ser menos arriscado, do
que o sexo desprotegido anal e vaginal, a frequência do sexo oral em alguns
grupos pode aumentar a sua contribuição relativa para a transmissão
VIH. 3.
Que proporção de novas infecções podem ser atribuídas
ao sexo oral? Estudos recentes, essencialmente em homossexuais
masculinos, em S. Francisco e em Londres , sugerem que 6 a 8% das novas infecções
foram adquiridas apenas por sexo oral. 4.
O sexo oral é menos arriscado que o sexo sem penetração?
O sexo oral coloca mais riscos que o sexo sem penetração, tal como
a masturbação mútua, contacto boca a boca, esfregar um corpo
contra o outro, e abraços e massagens, em que existe o mínimo de
oportunidade de contacto de fluidos corporais potencialmente infecciosos. Não
existem relatos de transmissão do VIH relacionados com estas actividades. 5.
A boa higiene oral pode diminuir ou aumentar a transmissão VIH via sexo
oral? Uma boa higiene oral pode diminuir o risco, mas a escovagem
e a passagem do fio dental pouco antes do sexo oral pode aumentar a transmissão,
especialmente se as gengivas sangrarem. A utilização de culutórios
orais antes ou depois do sexo oral podem não ser úteis; em vez de
aumentar a protecção pode diminui-la através da remoção
de substâncias de protecção normalmente encontrada na cavidade
oral. 6.
Que factores podem aumentar o risco de transmissão através do sexo
oral? Doenças ou infecções na cavidade
oral, que comprometam a protecção da cavidade oral e garganta podem
aumentar o risco de transmissão do VIH durante o sexo oral (ex. úlceras
bocais, gengivas inflamadas, garganta irritada, ou gengivas a sangrar após
escovagem ou utilização de fio dental). O sexo oro-vaginal durante
o período de me nstruação pode colocar mais riscos de transmissão
do que em outras alturas. Os níveis elevados de vírus no sangue
(carga viral elevada) podem corresponder a níveis elevados de vírus
no esperma e nos fluidos vaginais, podendo aumentar o risco de transmissão
VIH através do sexo com penetração não protegido,
incluindo o sexo oral. Os níveis elevados da carga viral estão associados
ao início da infecção e a estágios mais avançados
da doença. 7.
Como é que o VIH é transmitido através do sexo oral?
O VIH está presente nos fluidos genitais, como o esperma, fluido pré-ejaculatório
e secreções vaginais e cervicais. Conhecimentos actuais sobre a
quantidade de vírus nos fluidos genitais e saliva indicam que algum material
infeccioso pode ser difundido entre parceiros se um deles estiver infectado. O
que sabemos sobre a biologia do VIH e da cavidade oral indica que a transmissão
do VIH através do sexo oral é possível e suporta a conclusão
de que o risco é real, mas menor que outro tipo de exposição
através de sexo com penetração. 8.
Será que evitar a ejaculação elimina o risco de transmissão?
Algumas pessoas praticam o sexo oral evitando a ejaculação como
uma estratégia de redução de risco. Mas o VIH tem sido encontrado
nos fluidos pré-ejaculatórios e têm sido relatados casos de
transmissão do VIH através do sexo oral sem ejaculação
na boca. É provável que o aumento de volume dos fluidos infectados
possam resultar num aumento da exposição ao vírus e que evitar
a ejaculação na boca possa diminuir o risco de transmissão. 9.
Será que outras infecções podem ser transmitidas através
do sexo oral? As infecções sexualmente transmissíveis
como a gonorreia, a clamídia, a sífilis, o vírus herpes simplex,
o HPV, e o vírus da hepatite B podem ser transmitidas através do
sexo oral. 10.
O que pode ser feito para diminuir o risco de transmissão por via oral?
A utilização de preservativo durante o sexo oral pode diminuir o
risco de transmissão do VIH e outras in fecções pela actuação
de uma barreira de protecção contra os fluidos corporais (ex. esperma,
fluidos vaginais). |